quarta-feira, 20 de setembro de 2023

ACIDENTES DEIXAM LIÇÕES... (1/n)

COMO APROVEITÁ-LAS?             


Com ou sem vítimas,  com ou sem perdas materiais,  qualquer que seja, o  acidente deixa ensinamentos,  dos quais devemos,  e  -  como prevencionistas -  temos a obrigação de extrair e aplicar tudo o que for possível para evitar a sua repetição.

             Utilizei a palavra “acidente” no parágrafo anterior como qualquer interrupção inesperada e não desejada, habitualmente com algum tipo de perda (na melhor das hipóteses por perda de tempo) durante uma atividade laboral e/ou  no ambiente de trabalho em que ela está sendo executada.

             Às vezes, um pequeno acidente  e sem danos aparentes significativos pode,  numa repetição,  trazer até mortes. É evidente que,   se  tivesse sido bem analisado na primeira ocorrência  e colocada em prática as devidas medidas de prevenção,  poderia ser evitado (ou minimizado os danos)  na possibilidade de ocorrência de um segundo caso.

             No trabalho,  por diversos fatores, é muito comum minimizar-se tais ocorrências,  desprezando-se o que de útil uma boa análise poderia trazer. 

terça-feira, 29 de agosto de 2023

PARA DISTRAIR...😍

 

Com pequenas alterações, transcrevo a publicação abaixo:

JORNAL DO BRASIL / JANEIRO DE 1997 (edição 00280)

OPINIÃO / TUTTY VASQUES

 

            Tomara que não seja anedota o texto hilário, trágico e apócrifo, que um dia desses me chegou aos olhos! Trata-se do relato de um acidente de trabalho encaminhado por um pedreiro. Se for piada, é obra de um gênio do humor inexplicavelmente escondido sob o anonimato! Confira o estilo dele.

            “Sou assentador de tijolos. Estava trabalhando sozinho no telhado de um edifício de seis andares e, ao terminar o serviço, verifiquei que tinham sobrado 250 quilos de tijolos. Em vez de levá-los à mão para baixo, decidi colocá-los dentro de um barril e descê-los com a ajuda de uma roldana fixada num dos lados do edifício.

quinta-feira, 17 de agosto de 2023

CABINA DE GRUA (2/2)

 


ACESSO À CABINA

O acesso à cabina pode ocorrer através de um alçapão no teto, no assoalho ou por uma porta em qualquer face lateral da cabina (mais usual é na parte posterior) mas, para chegar até aí...  nem sempre é muito fácil!

Dependendo do tipo e montagem da grua o operador pode ter que subir dezenas de metros por uma escada vertical, (interna ou externa à torre),  ligado por trava-quedas a um cabo guia e, quando chegar ao topo, pode ter que transpor diferentes superfícies, com risco de queda, motivo pelo qual a norma (NR18) requer que haja adequado SPIQ – Sistema de Proteção contra Quedas.

quarta-feira, 16 de agosto de 2023

PLANOS DE CARGAS PARA MINIGRUAS E OUTROS EQUIPAMENTOS DE GUINDAR (2/n)

PLANO DE CARGAS: É EXIGÍVEL PARA MINIGRUAS, GUINDASTES, PÓRTICOS, PONTES ROLANTES E GUINCHOS DE COLUNA?

           

            PLANO DE CARGAS para um determinado equipamento de guindar refere-se à GESTÃO desse equipamento, quando for montado e estacionado num canteiro de obras para aí ser operacionalizado por um tempo mais prolongado (no mínimo, além de vários dias).

Para alguns tipos de equipamentos essa permanência pode ser de vários anos, como ocorre em grandes obras viárias, barragens e hidrelétricas, montagens industriais, etc...

Portanto, PLANO DE CARGAS não é exclusivo para Gruas, mas também pode e deve ser exigido para todos os demais equipamentos motorizados para movimentação de cargas suspensas num canteiro de obras, qualquer que seja ele: guindaste, minigrua, pórtico, ponte rolante ou um simples guincho de coluna!

sexta-feira, 4 de agosto de 2023

Guindaste pega fogo, desaba e atinge prédio em NOVA YORK


Há poucos dias, em Nova York ocorreu um acidente que, afortunadamente  não teve perdas de vidas, dada a sua proporção, mas que impressionou muito quando um incêndio irrompeu na parte alta de uma grua basculante no meio de vários edifícios em uma movimentada avenida. Houve vários feridos, mas não correm risco de morte.  Apesar das publicações mencionarem "guindaste", na realidade era uma grua com lança basculante.

segunda-feira, 31 de julho de 2023

 CABINA DE COMANDO DA GRUA    (1/2)


           Desde 17/01/2005 a NR 18 exige que as gruas possuam  cabinas de comando acopladas à sua parte giratória.

            O principal motivo desse acoplamento é que o operador postado na cabina possa “sentir”  quaisquer irregularidades transmitidas por ruídos diferentes das partes móveis e/ou  motores, ou por trepidações anormais da estrutura.

      Até aquela data não era incomum encontrarmos equipamentos como  o “mastondonte” da figura abaixo, onde o operador ficava postado dentro de uma caixa metálica que fazia parte como elemento da torre. Exposto às intempéries e aos raios solares trabalhava em pé, pois nem um banquinho havia para se sentar. 

segunda-feira, 24 de julho de 2023

“Pode acaso um cego guiar outro cego?” Lc 6,39-42

 

“Pode acaso um cego guiar outro cego?”    Lc 6,39-42

              

Pois é justamente isso que muitas vezes encontramos num local de trabalho ao periciarmos as causas de algum acidente ali ocorrido. Ou seja, um trabalhador em posto de comando (deficientemente preparado em matéria de Segurança do Trabalho), chefiando ou supervisionando trabalhador(es) de nível(is) mais baixo(s), também deficientemente preparados para a atividade que executam e para o risco a que estão expostos.

Sem nenhuma alusão às pessoas que realmente estão desprovidas da visão, usarei o sentido figurado da palavra considerando  como “cego”   três diferentes situações (muitas vezes por mim constatadas quando atuava como Auditor Fiscal do Ministério do Trabalho), fazendo analogia com a leitura de um livro:

-- o que se nega a abrir o livro e, portanto, nenhum conhecimento lhe será creditado;

-- o que abre e lê alguma coisa mas, por ser um analfabeto funcional, não consegue entender a mensagem total ou parcial do texto;

-- o que lê, entende a mensagem mas, posterga as providências que deveriam ser tomadas em função do conteúdo lido

São três situações que num ambiente de trabalho podem ser concorrentes para o acontecimento de um acidente grave ou fatal. 

Esses três tipos de cegueira normalmente são encontrados em profissionais com algum grau de chefia e responsabilidade, podendo ser desde o mais alto posto da direção da empresa, passando por engenheiros e chegando a  “encarregados” ou “mestres”.

sexta-feira, 14 de julho de 2023

ELEMENTOS DE GUINDAR

 

 

          Os conjuntos de movimentação de cargas em canteiros de obras, referidos na NR 18, sob a denominação de EQUIPAMENTOS DE GUINDAR, apresentam em comum o conjunto mecânico basicamente constituído por:

    - tambores de enrolamento de cabos de aço

    - polias

    - moitões e ganchos

    - cabos de aço

       Esses componentes fazem parte do sistema mecânico do equipamento, e são complementados por mais elementos de içamento, que são utilizados abaixo do gancho, como: eslingas (estropos) de cabo de aço, cintas sintéticas, corrente de elos, balancins, olhais, soquetes, e outros, determinados conforme a peculiaridade de cada operação e tipo de carga.

 


 

quinta-feira, 13 de julho de 2023

GRUAS DE PEQUENO PORTE

 GRUAS DE PEQUENO PORTE

(denominadas no setor da indústria da construção  como MINIGRUAS)

            

            As denominadas mini gruas  nada mais são que Gruas de pequeno porte.  Ou melhor,  deveriam ser “de pequeno porte”.  No entanto,  estão sendo ofertadas no mercado “mini gruas”  com lanças possuindo mais de 10m de extensão e capacidade de ponta acima de 2.000 kg.

            Apenas são assim referenciadas pelo fato de poderem ser instaladas sobre pavimentos elevados da construção,  e  também por possibilitarem  mudanças não muito demoradas de um pavimento a outro mais acima,  acompanhando o desenvolvimento da construção. 

            Os riscos de acidentes nas operações de movimentação de cargas suspensas são os mesmos para qualquer equipamento de guindar:  pórticos,  pontes rolantes, guindastes, guinchos de coluna e,  obviamente,  para gruas de quaisquer porte.  Como,  da mesma forma,  os riscos de danos mortais com um revolver calibre 22 é o mesmo que um calibre 38,  ou ainda,  tanto com um pequeno carro motor 1.0,  como um caminhão de grande porte.